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Bem-vindo aos EUA! Reconhecimento facial pode facilitar sua entrada no país

Seguindo os passos do que as fabricantes de smartphones vêm fazendo em seus flagships mais recentes, o setor norte-americano tem apostado forte em tecnologias biométricas para facilitar a vida dos passageiros e aumentar a segurança dos aeroportos. Assim como a Samsung e seu Galaxy S8, a JetBlue quer que o reconhecimento facial seja a ferramenta ideal para eliminar burocracias e documentações.

Em parceria com a CBP – órgão de alfândega e proteção de fronteiras dos EUA –, a companhia aérea tem testado como a tecnologia de análise do rosto das pessoas pode revolucionar o atual sistema de triagem e checagem utilizado no país. Essa etapa de testes tem ocorrido em viagens feitas entre os aeroportos Logan International Airport, de Boston, e Queen Beatrix International Airport, de Aruba, e tem dado bons resultados.

Infográfico da JetBlue a respeito do processo

Segundo Joanna Geraghty, vice-presidente de experiência do consumidor da empresa, o projeto tem ajudado a entender os pontos que causam mais problemas e demoras na hora do embarque – causando o estresse dos passageiros. O desafio número um desse cenário? A passagem pelo setor de imigração, claro. “O auto embarque elimina o escaneamento do bilhete e a checagem manual de passaporte. Só olhe para a câmera e siga o seu caminho”, explica a executiva ao falar sobre a proposta da JetBlue.

Futuramente, a ideia é que o serviço seja expandido para todos os aeroportos dos EUA e contemple não só visitantes estrangeiros chegando ao país, mas também cidadãos norte-americanos que estiverem saindo ou voltando para lá. Outras companhias e países também andam brincando com iniciativas similares. A Delta, por exemplo, pretende usar esse tipo de biometria para despachar e coletar bagagens, enquanto o governo australiano quer implementar o reconhecimento facial e de digitais automático até 2020.

Nada é perfeito

Embora o projeto da JetBlue seja interessante e possa ajudar a compensar algumas das decisões tomadas recentemente pelo governo norte-americano – como propostas que notebooks não possam ser levados na cabine ou que mais itens sejam removidos de bolsas e mochilas na hora de passar pelo raio-X –, problema técnicos e limitações tecnológicas podem acabar atrasando a implementação em massa do serviço.

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